O Wittgenstein colocou o grande problema da filosofia na (in)capacidade de comunicação. No tempo dele não existia este modernismo de blogar.


fragmentos...
"Boa noitinha, mamã, gosto muito de ti"
foi assim na ilha do farol..do outro lado do farol que já rodopiava a sua luz mágica.

Não existe outro céu igual ao meu. Aquele que avisto do meu quintal...horas altas da noite que apetece. As estrelas parece que andam numa constelação inventada ...
O meu imaginário infantil, o meu e o de muita gente, acho ... está povoado de caldeirões, onde as bruxas cozinhavam estranhos preparados, que depois usavam ao sabor da imaginação. Tive sempre medo de um dia ir parar ao caldeirão de uma bruxa...e na minha infância no Alentejo, não havia nem televisão nem Harry Potter... o caldeirão também podia ser da fada, da feiticeira boazinha. Passei a infância a cozinhar ideias no caldeirão dos dias e das elementos que me iam sendo fornecidos, a par com os imaginados, os inventados, alguns proibidos.


O dia estava chuvoso e triste na Lezíria. Do sol nem sinal, foi preciso inventá-lo. Para isso somos dotados de imaginação e de outras coisas.