
"... lindas e aromáticas noites de cismar e amar de junho.."
C.C.B.
O Wittgenstein colocou o grande problema da filosofia na (in)capacidade de comunicação. No tempo dele não existia este modernismo de blogar.

Uma história devida!
Perdi um dia, na minha história de vida, mas ganhei a liberdade do Ricardo!
Saí de casa cedo, pisando com prazer as folhas que tresmalhavam debaixo dos pés. Estava um frio suportável, daqueles bons que não entram no corpo, só gelam o nariz. Fui à bica, tomei a bica e no regresso, de nariz no ar, o meu olhar cruzou-se com um balão que atravessava a estrada. Um balão verde, vulgar, em formato de balão, de cor verde, verde, sem mais adjectivos e de formato tipico de balão, com um fio pendurado...esvoaçando errante de um lado para o outro da rua. Entrou na árvore, ainda vestida com algumas folhas já muito amareladas, aquelas que ainda não tinham caído no chão para formar o tapete que há bocadinho tinha pisado. O balão verde entrou na árvore, por baixo. Fiz meu o pensamento da Matilde...se o balão sair da árvore por cima, o ano novo correrá bem.
aproveitei o feriado da republica, para visitar outras republicas.


Pelo caminho vamos perdendo aqueles que fizeram parte da nossa caminhada. É o ciclo da vida, sabemos todos isso desde o principio. Cada vez que perdemos alguém, ficamos mais pobres. Fica a memória a jogar às cartas com a consciência, essa coisa coisa que pode fazer doer, ou não.
Andei por aí...por aí!

